POR Gary L. Hopkins e Joyce W. Hopp
Tradução:
Vanessa Henriques.
Internet é tão persistente quanto potente, uma presença
indelével e incontrolável na cultura. De fato, a Internet não
é separada da cultura; é a cultura. Todo o lixo e vazamento de
nossa sociedade obtém seu momento lá, e a obsessão mais
minúscula tem seu lugar na prateleira, bem perto de músicas
clássicas, caridade e paisagens do pôr-do-sol. A Internet
deixa milhões de flores e ervas daninhas florescerem ". 1
A PORNOGRAFIA ONLINE TORNOU-SE UMA DAS
áreas mais lucrativas do comércio eletrônico (e-commerce).
Estima-se que a receita chegue a bilhões de dólares. O número
de pessoas que visitam sites de sexo a cada dia tem sido
estimado em 60 milhões. Juntos, os cinco maiores sites de sexo
tem mais visitantes que MSNBC.com e CNN.com combinados (canais
de notícias). 2 Todos estes sites estão disponíveis
a seus filhos a cada minuto da vida deles. E eles são fáceis
de achar, em apenas alguns segundos.
A
pornografia na Internet é tão extensa que é correto dizer que
ela está aqui para ficar; e é provável que nunca seja
impedida. A cada dia aproximadamente 400 novos web sites
pornográficos são abertos na Internet de lugares como
Tailândia e Rússia.3
Nos Estados Unidos, estima-se de 10 milhões de crianças ficam
on-line todos os dias. Muitos são ávidos para fazer "amigos
eletrônicos" com quem possam bater-papo. Em um recente estudo
de aproximadamente 1500 crianças com idades entre 10 e 17,
descobriu-se que uma em cada quatro foi exposta
indesejavelmente a algum tipo de imagem de pessoas nuas ou
pessoas realizando atos sexuais. Uma em 33 recebeu uma
solicitação agressiva, significando que alguma pessoa na
Internet as pediu para encontrar ou telefonar, ou as mandava
correspondência, dinheiro ou presentes. 4
Se
você não está convencido que a pornografia é um problema, dê
uma olhada em seu jornal local. Os jornais comumente reportam
incidentes em que indivíduos como um decano da Escola
Divindade da Universidade Harvard, um executivo da Disney
Internet, muitos professores universitários, professores de
escolas, e outros cidadãos uma vez respeitados ao redor do
país foram "flagrados" acessando sites de pornografia na
Internet.5
Em
"Pornography, Main Street to Wall Street", (Pornografia,
Principal Via Para a Wall Street) H. W. Jenkins reporta que o
Dr. Mark Lasher, um sócio-fundador da Aliança Cristã para a
Recuperação Sexual (é ele mesmo um recuperado do vício do
sexo), pronunciou aos ouvintes de um congresso ano passado:
"Muitos na comunidade médica acham que uma substância, para
viciar, deve criar uma tolerância química. Os alcoólicos, por
exemplo, com o passar do tempo devem consumir mais e mais
álcool para alcançar o mesmo efeito. Novas pesquisas, como a
dos Doutores Harvey Milkman e Stan Sunderwirth, demonstraram
que a fantasia sexual e atividade, por causa das químicas
cerebrais produzidas naturalmente, têm a habilidade para criar
a tolerância do cérebro ao sexo. Eu tenho tratado mais de mil
homens e mulheres viciados. Quase todos começaram com a
pornografia."6
Jenkins continua: "A Internet faz com que as imagens
pornográficas sejam mais facilmente acessíveis, e virtualmente
com variedade ilimitada. Seria um milagre se as crianças não
estivessem encontrando essas coisas, mesmo que isso
significasse ativar os 'filtros' providenciados por seus pais
ou seus provedores de Internet... Se a exposição intensifica a
tolerância, e a tolerância piora o problema, ter imagens
pornográficas ilimitadas de fácil
alcance em cada computador é como produzir efeitos sociais que
ainda não levamos em conta."
A História de David
Um problema que a mãe de David não encarou é a pornografia na
Internet e se David está ou não gastando tempo navegando
através dos muitos sites na Internet onde há imagens gráficas
de pessoas tendo relações. Janet, a mãe de David, não pensou
muito sobre isso, embora tenha ouvido falar sobre isso de
tempos em tempos. Ela certamente soube de pessoas que perderam
seus empregos por causa disso.
A
relação de David com sua mãe é ótima. É boa o bastante para
que ele possa conversar com ela sobre a maioria dos desafios
que ele encontra diariamente incluindo drogas e sexo. Mas é
bom o bastante para falar sobre pornografia? Se David tivesse
um problema com pornografia, poderia dizer "Ei, mãe, preciso
conversar com a senhora sobre algo que está me incomodando".
Ele ficaria muito envergonhado? Há uma excelente probabilidade
de que ele esconderia o problema.
Vamos um passo adiante. Se seu vizinho tivesse um problema com
a pornografia na Internet, você acha que ele ou ela pediria
ajuda a você? E seu cônjuge? E você? Conseguiria reunir a
coragem para falar com o Senhor em oração? Aonde você vai
quando tem um problema tão delicado, pessoalmente humilhante e
degradante como o uso da pornografia? Há alguém em nossa
organização que estaria desejoso de ouvir sem criticar ou, o
mais importante, sem fofocar sobre isso? Um membro de igreja
com vício em pornografia seria alvo de fofocas.
A
mãe de David acreditaria se visse um garoto de 12 anos com
pornografia? No dia seguinte após o trabalho Janet perguntou a
sua filha Beth se ela já tinha visto sexo na Internet.
"Com certeza",Beth respondeu.
Janet gelou. "Como isso aconteceu?"
A história de Beth foi parecida com a que Janet tinha lido em
um jornal. "Eu estava no laboratório de computadores na
escola, procurando informação sobre câncer. Eu tive a
informação e estava só olhando para ver o que poderia
encontrar sobre o tópico. Enquanto estava navegando pela
Internet parecia que eu passava por mais fotos de pessoas
tendo relações sexuais do que informação sobre câncer".
A
mãe de Beth a pediu para ir ao computador e mostrá-la como
acontecia. Ela andou rapidamente em direção ao computador,
clicou o mouse algumas vezes, olhou para sua mãe e disse "OK,
o que você quer que eu faça?" ·
De braços cruzados Janet disse, "Você me disse que sabe como
encontrar fotos sujas na Internet; como eu tenho que ver para
crer, mostre me! Eu não acredito no que está dizendo."
Beth encolheu os ombros e disse, "Mãe, qualquer um pode fazer.
É simples." Beth rapidamente digitou algumas palavras em seu
computador, e Bingo! Uma janela depois da outra começou a
aparecer rapidamente embora os dedos de Beth não estivessem no
mouse ou no teclado. Automaticamente foto após foto apareciam.
"Desligue! Eu não quero ver essas coisas", disse Janet. Beth
desligou e deu meia-volta em sua cadeira para encarar sua mãe.
Janet perguntou a Beth se ela freqüentemente ia para a
Internet procurando pessoas fazendo sexo. "Mãe, eu nunca faço.
Você me pediu para mostrar a você, e eu mostrei", Beth a
repreendeu.
"Bem, como você fez aquilo?" Perguntou Janet.
"Olhe, Mãe", Beth explicou, "apenas digite uma palavra e
aperte a tecla Enter."
É
muito simples. Nossos filhos, nossos cônjuges, nossos
empregados, os professores de nossas crianças - todos nós que
temos computadores com acesso à Internet temos disponível
muitos diferentes websites que têm conteúdo sexual. Uma pessoa
poderia gastar 24 horas por dia e provavelmente não visitaria
todos eles em um ano. A mãe de David tinha que saber se ele
estava acessando sites pornográficos na Internet. Por alguma
razão ela não teve a coragem para perguntá-lo diretamente,
embora tivesse notado que ele passava muito tempo em seu
quarto com a porta fechada enquanto navegava na Internet. Ela
não tinha pensado sobre pornografia até a experiência com
Beth.
Uma tarde ela perguntou à Beth se havia algum jeito de saber
se alguém tinha estado olhando os sites pornográficos no
computador. Beth disse, "Certo, isso é fácil", e prosseguiu
para mostrá-la com fazer isso. Depois de aprender como
examinar o computador de David para ver quais sites ele tinha
visitado na Internet, sua mãe foi ao seu quarto uma noite
quando ele tinha saído. Ela fez as coisas que Beth a tinha
ensinado e para seu horror ela viu que David tinha visitado
centenas de diferentes sites de sexo. Levaram dias para que
ela conseguisse coragem o bastante para conversar com ele
sobre isso, mas finalmente conseguiu. David admitiu. Ele
assegurou-a de que não era um problema. Ela pediu-lhe para não
fazer mais isso, e ele afirmou que não faria.
A
história não acabou para David. Se ele visitará mais sites
pornográficos ou não é uma questão que não será respondida até
que sua mãe comprometa-se a monitorar suas atividades na
Internet. Se a exposição à pornografia que ele foi submetido
se transformará em um problema 10, 20, ou 40 anos mais tarde
na vida é especulação. Ele viu as imagens, e elas ficarão com
ele por toda a vida.
O âmbito do
problema
A pornografia na Internet é tão extensa que deveria horrorizar
você. Uma pesquisa da Media Matrix, Inc., uma companhia
americana que analisa a audiência na Internet, detectou que em
casas com acesso a Internet o seguinte percentual de tempo foi
gasto em sites pornográficos durante Dezembro de 2000: 7
|
Canadá |
33 |
|
Austrália |
33 |
|
U.S. |
31 |
|
Alemanha |
29 |
|
França |
25 |
|
Inglaterra |
25 |
|
Japão |
21 |
Se
nossa descrição de pornografia na Internet parece impetuosa,
não o é. É um negócio sério, e devemos aceitá-lo
imediatamente. Deixar crianças acessarem o computador sem
supervisão pode ser tão perigoso quanto cheio de expectativa
viver dentro de uma livraria para adultos sem olhar. Dizendo
de outro jeito, você iria a uma livraria local para adultos e
compraria 100 vídeos e 500 outras revistas pornográficas,
colocaria na estante de livros no quarto de seu filho, e
pediria a ele para não olhá-los? É claro que não. Então faria
isso com a Internet?
Se
seus filhos têm computadores com acesso à Internet, aprenda
como supervisionar suas atividades na Internet. Se você não
sabe como executar um computador, então aprenda. Peça a um
amigo para mostrar como controlar atividades na Internet.
Converse com seus filhos. Planeje o que você fará. Se você
suspeita que há um problema com seu cônjuge, pergunte a ele ou
ela; não com críticas, mas com amor. Procurem juntos obter
ajuda para este problema crítico.
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Pornografia e Educação Cristã
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|
Por Niels-Erik Andreasen,
presidente, Universidade de Andrews
A
Pornografia é terrivelmente errada, porque desvirtua as
pessoas e ultimamente as destrói. O pior de tudo é a
pornografia infantil, pois destrói o corpo e a alma das
crianças que ainda não experienciaram sua própria
identidade e sexualidade. Por estas razões, todo cristão
que se compromete resistirá e confrontará todas as
expressões de pornografia e produções de material
pornográfico, se destinado ao público ou para uso privado.
A educação cristã deve usar sua considerável influência
sobre as mentes dos estudantes tanto nas salas de
conferência quanto nas residências universitárias para
afirmar sua posição cristã. A educação cristã deve usar
sua considerável influência sobre as mentes dos estudantes
nas leituras em classe e casa para afirmar sua posição
cristã. |
É
um assunto difícil para esposos ou esposas cujos cônjuges
estão viciados em pornografia. Esse tipo de atividade
freqüentemente resulta na perda do emprego. O que eles podem
fazer? Onde um membro de igreja pode encontrar ajuda? Pense
sobre isso seriamente. A pornografia é disponível a todos,
inclusive aos oficiais da igreja. É um terreno traiçoeiro.
Pesquisas mostram que os efeitos da pornografia são mistos.Um
recente estudo informou sobre uma pesquisa dirigida a jovens
mulheres com idades entre 14 a 18 anos. Foi examinado. Desse
estudo, 29,7 % tinha visto filmes com aviso de cenas
impróprias, e isso foi associado a um aumento no risco de ter
múltiplos parceiros sexuais, sexo mais freqüente, menos uso de
contraceptivos, um forte desejo para conceber, e maior
proporção de infecção transmitida sexualmente.8
Uma vez que você, seu cônjuge, ou alguém tenha superado com
sucesso o vício sexual na Internet, leve em consideração que
ainda terão que voltar para seus computadores para trabalhar.
Como você se sentaria e completaria seu trabalho num
instrumento através do qual você sabe que tem acesso ilimitado
à coisa que quase o arruinou? É como sentenciar um alcoólico a
trabalhar em uma loja de bebidas.
Uma chamada à ação
O problema da pornografia não é apenas sobre "eles"; estamos
incluídos também. Recente pesquisa conduzida sobre uma amostra
de cristãos revelou que 36% tinham visitado web sites
explícitos; quase a metade os tinha visitado semanalmente ou
algumas vezes por mês. Apenas a metade estava ciente de que
seu cônjuge sabia que eles estavam acessando esses sites.
Os
Pastores precisam ser treinados em relação aos perigos do
vício sexual e pornográfico. É importante discursar o tópico
do púlpito. Precisamos de sessões em pequenos grupos em que
orações de intercessão sejam feitas ao Senhor. Precisamos
providenciar treinamento específico para conselheiros cristãos
em nossas universidades e faculdades. Precisamos localizar os
recursos para fornecer a membros, não-membros, e mesmo a
oficiais uma linha para a qual possam ligar para fazer
perguntas com absoluto anonimato e obter assistência. Também
precisamos realizar pesquisas nesta área entre nossos membros
e oficiais para entender melhor a extensão do problema e
aprender as abordagens que foram descobertas ser efetivas.
Pensando nos mais jovens, a responsabilidade fundamental de
proteger as crianças dos assédios sexuais on-line cai sobre os
pais. Setenta por cento dos assédios pela Internet ocorrem nos
computadores de casa. 9
Semelhante a uma infecção que ameaça o corpo de nossa igreja,
a pornografia precisa tratamento imediato.
_________________________
1 R. A. Javier, W. G. Herron, and L. Primavera, "Violence and
the Media: A Psychological Analysis," International Journal of
Instructional Media 25:4 (1998): 339-356.
2 G. Webb, "Sex and the Internet," Yahoo! Internet Life 7, No.
5 (May 2001): 88-97.
3 J. Hughes, "Protecting Kids From Porn," Christian Science
Monitor, Mar. 21, 2001, p. 11.
4 Ibid.
5 H. W. Jenkins, "Pornography, Main Street to Wall Street,"
Policy Review 105 (February/ March 2001): 3-11.
6 Ibid.
7 A. Wilson-Smith and S. Deziel, "Canadian Peepers-No. 2 in
the World!" Maclean's, Apr. 2, 2001, p. 13.
8 G. M. Wingood et. al., "Exposure to X-rated Movies and
Adolescents' Sexual and Contraceptive-related Attitudes and
Behaviors," Pediatrics 107, No. 5 (May 2001): 1116-1119.
9 Christian Science Monitor, "Kids and Smut on the Web," June
19, 2000, p.
_________________________
Gary L. Hopkins é diretor-assistente do Departamento de Saúde
da Conferência Geral e diretor do Instituto para Prevenção de
Vícios na Universidade de Andrews. E-mail:
ghopkins@andrews.edu.
Joyce W. Hopp é decana da Escola de Profissões Aliadas na
Universidade de Loma Linda, Califórnia.
E-mail:
Joycehopp@sahp.llu.edu. |