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A SITUAÇÃO DO MUNDO
Introdução
A. Objetivo do módulo:
Demonstrar que a situação atual do mundo evidencia um desequilíbrio na
disponibilidade do Evangelho e que isto ressalta a grande
responsabilidade da igreja de colocar o Evangelho disponível em toda a
Terra.
I. O que dizem as
estatísticas:
POPULAÇÃO MUNDIAL POR RELIGIÃO EM 2000 (projeção)
População Total do Mundo 6.158.051.000
Cristãos (de todo tipo) 2.119.342.000
Muçulmanos 1.240.258.000
Não religiosos 915.714.000
Hindus 846.467.000
Budistas 334.852.000
Ateístas 231.515.000
Novas Religiões 130.352.000
Tribais 100.862.000
Judeus 15.192.000
Não Cristãos 4.038.709.00
Porcentagem Total de Cristãos no mundo 34.4%
Membros
afiliados de igrejas 1.888.270.000
Cristãos praticantes 1.356.513.000
Pentecostais/Carismáticos 554.157.000
Média mártires cristãos por ano 165.000
Agências enviadoras de missionários 4.800
Obreiros cristãos:
Nacionais (todas as denominações) 5.104.000
Estrangeiros (missionários do exterior) 420.000
População não evangelizada (Mundo A) 1.038.819.000
Porcentagem da População evangelizada 16,6%
Indígenas brasileiros (Total: 351) 285.432
Tribos conhecidas: 206 277.975
Tribos isoladas: 34 2.170
Tribos a pesquisar: 58 3.030
Tribos duvidosas: 53 2.257
Somente as conhecidas e isoladas: 240 280.145
II. Necessidade x
disponibilidade
A. Há
dois tipos de pessoas no mundo:
1.
Disponíveis ao Evangelho
2. Não disponíveis ao
Evangelho
B. Apesar de todas as
pessoas necessitarem do Evangelho, o Evangelho não está disponível a
todas as pessoas
III. A Disponibilidade
do Evangelho
A. Os que estão
ouvindo:
Cristãos verdadeiros
700.000.000
Cristãos nominais 1.300.000.000
Total 2.000.000.000
Não cristãos vivendo entre cristãos 1.800.000.000
Total dos que têm ouvido 3.800.000.000
B. Os que não estão
ouvindo:
Não cristãos -
Evangelho não está disponível em sua língua e cultura 2.200.000.000
Total geral 6.000.000.000
1. CRISTÃOS VERDADEIROS:
Aqueles que tomaram
uma decisão pessoal de aceitar a Jesus Cristo como Salvador e Senhor,
seguem a Ele e à Sua Palavra.
2. CRISTÃOS NOMINAIS:
Aqueles que pertencem
a igrejas de ideologia cristã, mas nunca tiveram uma experiência do
novo nascimento (católicos, mórmons, testemunhas de Jeová, etc.)
3. NÃO CRISTÃOS
VIVENDO ENTRE CRISTÃOS:
São muçulmanos,
budistas, hindus, ateus, etc., vivendo entre cristãos. Para estes a
mensagem do Evangelho está disponível. Para estes há igrejas, Bíblias,
livros, folhetos, programas de rádio, programas de televisão, etc.
4. NÃO CRISTÃOS SEM
CONTATO COM O EVANGELHO
São
muçulmanos, budistas, hindus, ateus, etc., vivendo em lugares onde o
Evangelho não está disponível. Para estes não há igrejas, Bíblias,
cristãos próximos para compartilhar o Evangelho, e a maioria vive em
países fechados onde é proibida a pregação do Evangelho.
Nesse
contexto, existe a igreja sofredora e a martirização de cristãos, com
perseguição, prisão e morte. (Para saber mais sobre a igreja
sofredora, entre em contato com agências que trabalham nessa área,
como a Missão Portas Abertas, por exemplo).
· A
Janela 10x40 é a faixa dentro dos 10 graus norte a 40 graus norte da
linha equatorial; é o lugar onde existe a maior concentração dos povos
não alcançados do mundo.
· Ali
existem 62 países, e destes 55 são os menos evangelizados do mundo.
·
Nessa região vivem 706 milhões de muçulmanos, 717 milhões de hindus e
153 milhões de budistas.
· 82% dos povos mais pobres do mundo estão nessa área.
· Na maioria dos
países da Janela 10x40 o Evangelho não está disponível.
IV. Reflexão
A.
O que temos feito como
igreja:
1.
Muitas atividades com poucos resultados
2.
Alguns alcançando apenas sua comunidade
2.
Alguns mantendo o status quo
B.
O que podemos fazer como
igreja:
1.
Compreender a razão da existência da igreja
2.
Assumir responsabilidade pessoalmente
3.
Orar, planejar e agir no
mover do Espírito Santo
C.
“A suprema tarefa da igreja é
a evangelização do mundo.” Oswald Smith
V. Evangelização
Por
que a maioria dos cristãos não evangeliza? Porque evangelizar é
mostrar o caráter de Cristo em nós. E muitos não deixaram-se
transformar a ponto de imitar a Cristo. (I Co 11:1)
Evangelizar
efetivamente, é fazer discípulos. Essa foi a ordem de Jesus. Logo, se
somos obedientes a Jesus, tudo o que não produz discípulos deve ser
descartado da vida da igreja.
ANALISANDO MATEUS
28:18-20
v. 18 –
TODA AUTORIDADE –
pertence a Jesus. Nos céus (regiões espirituais) e na terra (plano
físico)
v. 19 INDO – pres. Contínuo – ir como
modo de vida
FAZEI DISCÍPULOS –
Missão de vida, transmitir através do exemplo, vivendo junto
TODAS AS NAÇÕES –
campo de trabalho, olhar localmente é olhar pequeno e desobedece a
Deus
BATIZANDO-OS –
colhendo os frutos da missão, firmando-os em compromisso com a Igreja
ENSINANDO A GUARDAR –
Conservar os frutos, orientação, capacitação, vencendo barreiras
TENHO ENSINADO – o
conteúdo é a Palavra de Deus como Jesus a ensinou
ESTAR
CONVOSCO – Parceria na Missão, não a fazemos sozinhos, Jesus (a
Palavra) e o Espírito (o poder) nos acompanham, capacitando-nos para
toda boa obra.
VI – DESAFIOS
A.
RELIGIÕES
As principais
religiões que se opõem ao Cristianismo são:
Catolicismo –
(Romanos, Ortodoxos e Protestantes liberais) 1,5 milhões – apresentam
um falso cristianismo. Na verdade é um paganismo disfarçado de
cristianismo. Vejamos com mais detalhes:
Catolicismo –
Principais erros:
Politeísmo – Muitos deuses, na figura dos santos – que na verdade são
cultos a demônios.
Consagram as cidades e países a esses demônios, na forma de
padroeiros.
Divindade falsa – culto a Semíramis, Isis, Diana, Rainha dos céus,
Maria, Fátima – o papa Pio XII consagrou Fátima como Rainha do Mundo
(13/05/46). Há um abaixo assinado com 4 milhões de assinaturas pedindo
que o papa reconheça Maria como Co-Redentora. Nos dogmas católicos
Maria também nasceu sem pecado (Pio IX – 08/12/1854) e foi elevada ao
céu (Pio XII - 01/11/1950)
Idolatria – adoração da hóstia, relíquias, locais santos, cruz,
rosário, dinheiro;
Outra
lei – substitui a Palavra de Deus pela tradição, pelos compêndios
filosóficos, pela argumentação platônica, pelos apócrifos, altera o
pecado e sua condenação (penitência, purgatório, etc...),
oração
pelos mortos;
Corrupção da celebração – transforma a adoração a Deus em ritual de
sacrifício (missa) e transporta das casas para o templo (pagão
convertido),
Sincretismo - adapta
as festas pagãs ao culto a Deus (Natal)
Ortodoxos –
Excluindo-se as mudanças que entraram na igreja a partir do ano 1000,
todas as demais, inclusive o carregado peso da interpretação teológica
a partir da filosofia, fazem parte do contexto religioso ortodoxo.
Protestantes Liberais – Seus principais erros são:
Crítica Bíblica – a Bíblia passa a ser um livro de estudo crítico,
desmistificado;
Ecumenismo – vê Deus em diversas formas de religião
Superficialidade – a
partir de um pensamento sociológico do ser, o bem estar está acima de
qualquer condenação. O Relativismo domina a religião.
Muçulmanos – 1,2 milhões – Os 5 pontos do islamismo são:
1. A
profissão de fé (Shahada): “Confesso que não há outro Deus a não ser
Alá, e que Maomé é seu
enviado”;
2. As orações rituais (rolat);
3. O
pagamento das esmolas rituais (Zahat), ao qual deve acrescentar-se
oferendas voluntárias (Sadaga);
4. O jejum do Ramadã (Saum);
5.
A peregrinação a Kaaba em
Meca para os que puderem financiá-la (Hajj).
Os artigos da fé
muçulmana, os muçulmanos crêem:
1. Em
Alá, que é único, todo-poderoso e misericordioso para com todos os
muçulmanos;
2. Em
seus anjos e nos maus espíritos;
3. Em
suas Escrituras, os “Livros Revelados”, dos quais há 4 importantes: a
Lei de Moisés (Taurah), os Salmos de David (Zabur), o Evangelho de
Jesus (Injil) e o Corão de Maomé;
4. Em
seus mensageiros e profetas, dos quais Maomé é o último e o selo dos
profetas;
5. No
dia da ressurreição;
6.
No destino, pois quando Alá
decreta, seja bom ou mau, tem que acontecer.
Não religiosos/Ateus –
1,2
Hindus – 900 milhões –
essencialmente espiritualistas, politeístas e reencarnacionistas.
Budistas, Tribais e
novas religiões – 500 milhões
A. GEOGRAFIA
Muitos
dos que necessitam de evangelização estão longe de nossa casa. O alvo
então deve ser duplicado. Deve-se enviar alguém disponível para ir a
esse lugar e também devemos nos esforçar para conquistar o nosso país,
assim partiremos para o mundo. Precisamos de uma estratégia definida
de conquista da nação para Cristo.
O
desafio geográfico só é vencido através de pessoas que saiam de seu
lugar de origem e se dirijam aos lugares remotos. Contudo, a
permanência de alguém de fora em um determinado país vai acarretar
custos de transporte, sustento e preparo para o retorno.
Quem
sai de sua casa para pregar o evangelho, deixa para trás todo um
alicerce de vida que é impossível levar consigo. Por isso, a igreja
deve ter atitudes de diminuam ao máximo essa separação.
No Brasil, há lugares acessíveis apenas por barcos e após longas
horas, ou dias, de uma cidade. Isso implica em abandono de toda sorte
de saneamento básico, eletrificação, assistência hospitalar, meios de
comunicação, etc... Mas lá há vidas pelas quais Jesus morreu.
B. FINANÇAS
A maior barreira é
converter o bolso do crente. Hoje só se investe naquilo que é
palpável. Pou cos querem investir em algo que não poderão mensurar, e
nem que seja a longo praso.
A melhor estratégia é sustentar o autóctone (nacional) para que ele
evangelize.
Uma igreja consciente de sua missão, estará preocupada em providenciar
um sustento digno para o missionário, para que ele não seja
envergonhado diante daqueles a quem pretende evangelizar. Além disso,
deve-se preparar-se para emergências de saúde, viagens e para o
retorno definitivo do missionário (tipo aposentadoria digna, uma casa,
etc...)
C. CULTURA
Muitos
vão ao campo missionário levando sua bagagem cultural como correta e
vão encontrar muitos obstáculos. O livro “Costumes e Culturas” de
Bárbara Burns dá alguns exemplos dessa barreira e o livro “Tochas de
Júbilo” demonstra que esse desafio não é exclusivo do homem branco.
O grande desafio é identificar o que é pecado e o que é característica
cultural. Por ex.: o jeitinho brasileiro é característica cultural ou
mentira disfarçada?
D. AMARRAS
Muitas coisas têm amarrado nossas vidas, nos impedindo de obedecer ao
chamado de Jesus:
CARNE – que não quer
sofrer, quer ter sempre mais benefícios e facilidades, quer ter lazer
e descanso, não quer passar fome, quer ter medicamentos a mão e
transporte fácil.
MUNDO – que nos atrai
e nos enche de desejos ambiciosos, nos fazendo crer que necessitamos
de todas as novidades tecnológicas. O mundo nos invade alterando nossa
mente para justificar-se diante da omissão missionária, por ex.:
alguém irá em meu lugar; Deus me chamou só para orar; eu já sou
dizimista; quando meus filhos casarem eu vou; quando me aposentar
irei; hoje o evangelho está disponível a todos pela tv; etc... Rm
12:1-2 para eles
DIABO – que não quer
ver uma igreja fora das 4 paredes. Precisamos ver que muitas das
coisas que têm acontecido que julgamos ser Deus dizendo que não é para
irmos na verdade são armadilhas do diabo para nos impedir de ir (II Tm
2:26; Cl 4:3-5; Rm 1:13; 15:22; I Ts 2:18; Ef 6:11)
VII – ESPIRITUALIDADE
E MISSÕES
É
impossível envolver-se, amar e praticar missões sem uma
espiritualidade sadiamente desenvolvida. Todo aquele que se envolve em
missões em não tem esse requisito estará fadado a muitas dificuldades.
A.
Vida de Oração
Como pode alguém que
não tem o costume de orar envolver-se com a obra missionária. Paulo
nos exorta a orar em todo o tempo, mesmo em meio aos nossos afazeres
diários, mas isso não justifica desprezarmos um momento único de
oração, de comunhão com Deus, fechado no quarto e abrindo o coração,
lutando pelos alvos propostos.
B. Leitura da Palavra
Toda
autoridade do Cristão reside na autoridade da Palavra. Mesmo a
autoridade dada por Jesus aos discípulos, está firmada no fato de
Jesus ser a Palavra encarnada. Não há bom desempenho missionário sem a
autoridade da Palavra de Deus. Os judeus reconheciam a autoridade de
Jesus não pelos milagres, mas pela autoridade de seu ensinamento.
Paulo declara que
orava para que fosse dada oportunidade à Palavra. A oportunidade
missionária não é para a importância do missionário, mas para a
importância da Palavra de Deus. Por isso, o missionário deve manejar
bem a Palavra da verdade. (Ef 6:19; II Tm 2:15)
C. Discernimento
Além
da vida de oração e da autoridade da Palavra o missionário deve buscar
sempre de Deus o discernimento espiritual. O apóstolo Paulo informa
que ele havia sido impedido de pregar em determinado lugar: At 16:6 –
pelo Espírito Santo e em I Ts 2:18 – por satanás.
Somente o
discernimento espiritual nos dá o entendimento se a barreira posta
diante de nós é estratégia de Deus ou impedimento de satanás. Muitos
missionários têm sofrido por não compreenderem essa verdade.
D. Fruto
Muitos
missionários invertem a ordem entre Fruto e Dom. Mas, na obra
missionária, tanto quanto na vida cristã, ter os dons sem o fruto é
para nada proveitoso (I Co 13:1-3). Paulo destaca o amor, que é a
primeira manifestação do fruto, mas as demais são igualmente
fundamentais, pois evitarão uma série de conflitos no campo.
Amor,
alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade,
mansidão e domínio próprio são essenciais para se conquistar o coração
do perdido.
E. Dons
Outra
verdade acerca da obra missionária é que é impossível realizá-la
corretamente sem a manifestação dos dons do Espírito Santo. Mesmo
entre os missionários fundamentalistas que não crêm na manifestação
atual dos dons, eles se manifestam. Comedidamente, mas se manifestam.
O missionário será chamado para impor as mãos sobre enfermos, e ele
precisa crer que Deus ainda cura. E assim será com os demais dons. Os
dons e os sinais sempre seguirão aqueles que saem a pregar a Palavra
de Deus, seja onde for |