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O livro de
Apocalipse é dividido em cinco partes principais:
- Prólogo, ou
introdução, 1.1-8
- "As coisas
que viste" fala do que estava acontecendo naquele momento: 1.9-20
- "As coisas
que são" se refere às cartas que João começava a escrever: 2.1 .
3.22
- "As coisa
que hão de acontecer depois destas" ou seja, todo o restante do
livro: 4.1 . 22.5
- Epílogo, ou
o final do livro: 22.6-21
Este é o único
livro da Bíblia que promete bênção a quem o lê (1.3), no entanto é o
mais enigmático dos livros. Possui muitas alegorias e está repleto de
textos de difícil interpretação.
Não devemos ter
medo de lê-lo, desde que nesta leitura busquemos a instrução e ajuda
do Espírito Santo, para não fazermos conclusões impróprias. Para
compreendê-lo melhor é necessário muita dedicação no estudo.
A palavra
Apocalipse vem do grego e quer dizer "descobrir", "revelação". O livro
tem este título por causa do primeiro versículo e também por causa do
seu conteúdo. Foi escrito por João, o apóstolo, que o escreveu quando
esteve exilado na ilha de Patmos, devido a perseguição aos cristãos
imposta pelo Imperador Romano.
Apocalipse foi o
últimos livro a ser escrito, por volta do ano 95 d.C. Nesta época o
Imperador era o cruel Domiciano, que nutria um ódio mortal pelos
cristãos.
A partir do
capítulo quatro todo o texto de Apocalipse trata do futuro (as que hão
de acontecer), por isso se faz necessário voltarmos um pouco na
história para compreendermos melhor o futuro. Na verdade, seria
preciso um profundo estudo do livro de Daniel, pois de modo incrível
podemos afirmar que Apocalipse é o complemento do livro de Daniel.
Então vamos lá.
Daniel foi levado
ainda muito jovem para Babilônia em 605 a.C. quando esta derrotou de
vez Jerusalém e levou muitos cativos. Em Babilônia Daniel teve algumas
visões acerca do fim dos tempos. Vamos falar resumidamente dos pontos
mais importantes.
No capítulo dois
de Daniel o rei Nabucodonossor tem um sonho. Uma estátua que, de
acordo com a interpretação, representa o domínio babilônico (cabeça de
ouro); o domínio Medo-Persa (peito e braços de prata); o império Grego
(ventre de bronze); o último império, o romano é dividido em duas
partes (as duas pernas de ferro) refere-se até a época de Constantino
e os pés de ferro misturados com barro, refere-se ao futuro império
romano, que muitos concordam se tratar da União Européia (os dez dedos
serão dez países).
A mesma simbologia
é mostrada no capítulo sete, onde temos quatro animais que
representam: O primeiro animal – Babilônia
O segundo
animal - Medos e Persas
O terceiro
animal - os Gregos
O quarto
animal - o Império Romano
No capítulo nove
Daniel recebe a visão das setenta semanas (9.24-27) "Setenta semanas
estão decretadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para
fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, e para expiar a
iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e
para ungir o santíssimo. Sabe e entende: desde a saída da ordem para
restaurar e para edificar Jerusalém até o ungido, o príncipe, haverá
sete semanas, e sessenta e duas semanas; com praças e tranqueiras se
reedificará, mas em tempos angustiosos. E depois de sessenta e duas
semanas será cortado o ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do
príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim
será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas
assolações. E ele fará um pacto firme com muitos por uma semana; e na
metade da semana fará cessar o sacrifício e a oblação; e sobre a asa
das abominações virá o assolador; e até a destruição determinada, a
qual será derramada sobre o assolador". Estas semana são semanas
proféticas, onde cada dia representa um ano. Assim, cada dia da nossa
semana normal, representa um ano (365 dias), o que nos leva a seguinte
sentença matemática: 70 vezes 7.
Deus revela a
Daniel que a história dos judeus ("sobre o teu povo") estaria
limitada a mais 490 anos, a partir de um ponto inicial que foi
minuciosamente determinado por Ele. Este marco inicial é a ordem do
Rei Artaxerxes Longimanus, emitida em 445 (Ne 2.5) Deus também diz que
entre a semana 69ª e a 70ª, haveria um intervalo de tempo, que não foi
determinado o quanto. Este tempo é o período onde Ele passaria a se
relacionar com outro povo: a Igreja.
Neste texto acima,
vemos que Deus revela a Daniel que Jesus seria morto. Ao morrer, Jesus
abre o caminho para a Igreja, e dá início ao intervalo de tempo
mencionado no parágrafo anterior. Este intervalo é o que estamos
vivendo hoje. Não sabemos quanto tempo ele vai durar, mas as profecias
apontam para breve o seu fim. Pessoalmente eu creio que esta geração
será a que passará pela experiência do arrebatamento.
Quando Deus
decidir, este parêntese será fechado e aí retoma-se a contagem das
semanas, que será a 70ª. Mais adiante vamos entender melhor. As
revelações do Apocalipse a partir do capítulo quatro são justamente
esta última semana da profecia de Daniel.
Compreendido um
pouco do passado, vamos agora tentar entender o futuro. O que será
preciso acontecer para dar reinício à contagem das semanas ?
Exatamente o arrebatamento da Igreja. É isto que vai "dar corda ao
relógio" de Deus. Vamos ver como isto será:
Ordem dos eventos
escatológicos
Como se percebe,
com a morte de Cristo, cumpriu-se o último evento da semana de número
69 da profecia de Daniel. Inicia-se o Parêntese de Deus. E o que vai
determinar o reinício da contagem da semana derradeira para o
cumprimento total da profecia?
É justamente a
retirada da Igreja pelo que conhecemos como arrebatamento. Como
disse, a profecia de Daniel é para o povo judeu (Dn 9.24 "sobre o teu
povo") e como estamos vivendo o período de "intervalo", nós, a Igreja,
precisamos ser afastados para que Deus trate com Israel.
Vamos ver como
será, então, os futuros eventos na história da humanidade, de que nos
fala o livro de Apocalipse.
I .
Arrebatamento da Igreja . O arrebatamento da Igreja é o rapto dos
crentes que estiverem vivos, antecedido pela ressurreição e reunião
com os crentes que já morreram (I Ts 4.16). É o marco decisivo
na história da humanidade. É o que "dará corda" no relógio de Deus.
Alguns estudiosos afirmam que o arrebatamento será no fim da Grande
Tribulação, ou seja, a Igreja sofrerá os danos destes sete anos de
tormento. No entanto as razões para não crermos que a Igreja passará
por este período aqui na terra são muitas. Basicamente:
- A Grande
Tribulação fala de juízo, da ira de Deus, de castigo e indignação,
de angústia, destruição e obscuridade. Estas coisas são
incompatíveis para com a noiva de Cristo. Sabemos que a Igreja já
foi justificada, portanto não está debaixo de juízo ou da ira de
Deus . Rm 3.24; 5.9; I Co 6.11.
- Se a Igreja
vai passar pela Grande Tribulação, então pode-se datar com certa
precisão a segunda vinda de Cristo. Basta identificar o início da
Grande Tribulação e contar mais sete anos.
- Os
sofrimentos causados por Antioco Epífanes são tidos como tipo da
Grande Tribulação. Se pudermos afirmar isto, devemos concluir que se
refere a Israel, nada tendo a ver com a Igreja.
- Qual a razão
da Grande Tribulação?
- Purificação:
Se a purificação pelo sofrimento se faz mister, então o Sangue de
Jesus não é suficiente em si mesmo.
- Juízo: Se a
Igreja precisa sofrer juízo, a morte de Cristo igualmente se faz
ineficaz em si mesma.
- Alguém
identificou as duas testemunhas de Ap 11 como sendo Israel e a
Igreja. Se uma das duas testemunhas a que se refere o texto de é a
Igreja, por que ela vai morrer? Como será a morte da Igreja?
- Se os
sofrimentos da Grande Tribulação são imprescindíveis, não seria
injusto os períodos de paz e tranqüilidade que muitas gerações, como
a nossa por exemplo, viveram ou vivem em face a estes derradeiros
cristãos da história da Igreja?
- De acordo
com Daniel 9, os fatos que ocorrerão na Grande Tribulação têm a ver
diretamente com Israel. Daniel não nos diz quando vão começar,
apenas que vão durar sete anos. O que marcará o início da contagem
destes sete anos? O arrebatamento da Igreja.
- A Grande
Tribulação será marcada pela ação poderosa de Satanás na terra.
Alguma coisa o impede para que não exerça este domínio agora. É o
que nos diz II Ts 2.1-12. A pergunta não deve ser quem é este
alguém, mas: quando este detetor será tirado? Imediatamente
antes do início da Grande Tribulação. Vejamos: Se for o Espírito
Santo a quem Paulo se refere, como poderá subsistir a Igreja sem a
presença dele em nossos corações? O Espírito Santo então deixará de
morar no coração de cada crente. Isto é possível? É Ele quem nos
convence do que é certo ou errado; é Ele quem nos inspira orar e
adorar verdadeiramente; é Ele quem nos leva a Cristo; se Ele for, a
Igreja vai junto. No entanto, dentre as várias razões para
crer que Paulo se refere a Igreja, é que a autoridade sobre o poder
das trevas foi concedido a ela (Lc 10.18-19; Mt 16.18). Para que
Satanás tenha liberdade nas suas ações, a Igreja precisa ser
retirada.
- "As
nações do mundo serão julgadas. O Homem e seus reinos rejeitaram a
Deus e receberão o castigo. Israel será levado a uma hora de
reflexão e, por fim, voltar-se a Cristo. A Tribulação não foi
preparada para a Igreja, porque a ira de Deus sobre ela foi apagada
na cruz do Calvário" (Kepler Nigh . Manual de Estudos Proféticos,
ed. Vida).
Arrebatamento
versus Segunda Vinda de Cristo.
O arrebatamento é
o rapto da Igreja para livrá-la dos juízo de Deus sobre a terra. A
segunda vinda é a volta de Cristo para reinar na terra e será no final
da Grande Tribulação. Todos concordam que a última semana de Daniel
9.24-27 é esta semana do Apocalipse. Concordam também que estas
semanas são de tratamento exclusivo de Deus com o povo de Israel. Nada
têm a ver com a Igreja.
A Igreja é a noiva
de Cristo. Ela ocupa um lugar todo especial e somente a Noiva terá
privilégios que ninguém mais terá. Podemos ver no livro de Apocalipse
que haverá pessoas que serão salvas na Grande Tribulação, não pela fé
em Cristo, mas por causa da fidelidade ante os sofrimentos. No
entanto, não há uma só brecha de interpretação que estes salvos serão
Noiva de Cristo.
Podemos ver que
Moisés, Davi, Daniel, entre outros, nunca foram chamados de Noiva de
Cristo. Isto porque não são. Noiva somos somente nós, que fomos
privilegiados e predestinados por Deus para ocupar tal posição
incomparável no reino dos céus. Lá, Moisés será Moisés; Davi será
Davi; Daniel será Daniel; você e eu seremos a Noiva de Cristo.
Arrebatamento.
- A Palavra
arrebatamento no original significa: arrancado de repente pela
força.
- Jesus vem em
secreto para buscar os crentes.
- Os crentes
serão transformados! (Mt 25.13; Lc 17:20-37; Jo 14.3; I Co 15.51-52;
Fl 3.20-21; I Ts 2.19; I Ts 4.13-18; II Ts 2.1; Tt 2.13; Tg 5.7-8;
Hb 9.28; II Pe 3.10-12; I Jo 3.2;).
Segunda vinda de
Cristo.
- Jesus vem
para julgar.
- Salvar os
que se arrependeram dentre o povo.
- Dar início
ao Milênio.
- Reinar como
o descendente prometido de Davi, como Rei de Israel. (Mt 24.30;
25.31-32; Lc 1.32; Fp 2.9-10; Cl 3.4; I Jo 3.2-3; Jd 14-15; Ap
19.19-21; Ap 20.4 ).
II . A
grande Tribulação. - Os eventos que ocorrerão na semana de número
70 de Daniel são descritos em Apocalipse. Será um período de 7 anos,
divido em duas partes de 3 anos e meio cada. Na primeira metade,
Satanás trará alguns males, representado pelos selos. Enganará
os moradores da terra, trazendo relativa paz e tranqüilidade;
resolverá os problemas políticos e econômicos, mas, ao tentar receber
adoração dos judeus, dentro do templo reconstruído em Jerusalém, no
lugar santíssimo, será rompida a aliança entre ele e Israel. Após
isso, sobrevirá sobre a terra os juízos de Deus, chamados de
trombetas e taças. Aparentemente, estes dois últimos acontecerão
simultaneamente. Alguns destes juízos serão catástrofes naturais
(terremotos, maremotos, pragas, poluições, quedas de asteróides,
etc.), mas haverá também juízos sobrenaturais.
Os Selos
- Primeiro
Cavaleiro . branco . O anticristo se apresenta.
- Segundo
Cavaleiro . vermelho . Guerra generalizada.
- Terceiro
Cavaleiro . preto . Escassez de alimento.
- Quarto
Cavaleiro . amarelo . Mortalidade mundial.
- Os santos
são martirizados.
- Cataclismos
no céu e na terra .
- A abertura
das trombetas
As Trombetas
- A terça
parte da terra consumida pelo fogo.
- A terça
parte da do mar é destruído
- A terça
parte da água potável se torna imprópria.
- O sol perde
um terço da sua luminosidade.
- Primeiro ai
. Gafanhotos do abismo
- Segundo ai .
A terça parte dos homens são mortos.
- Terceiro ai
. A abertura da Taças.
As Taças
- Tumores e
pestes generalizadas.
- Morte de
toda a vida marinha.
- Total perda
das águas potáveis.
- Irradiação
solar se agrava profundamente, provocando a morte dos homens.
- O Anticristo
é imobilizado.
- Batalha do
Armagedom.
- Babilônia é
destruída.
A trindade
Satânica
|
Termo
|
Referência
|
Significado
|
|
Besta
|
Dn 4.16,23;
7.3,7; Ap 11.7; Ap 13.1,4; 14.11; 17.8,11 |
Líder
Político. Preparará o caminho para o anticristo
|
|
Falso Profeta
|
Ap 16.13;
19.20; 20.10 |
Líder
Religioso. Seu propósito será imitar a obra do Espírito Santo (Mt
24.11) promovendo o culto ao anticristo. |
|
Anticristo
|
Dn 11.37; Ap
9.19; 13.5; Dn 7.8 |
O Falso
Cristo. Os textos que lhe fazem referência indicam que pode ser um
homossexual e um blasfemador. |
III . As
bodas do Cordeiro . Que acontecerá ao final da Grande Tribulação,
instantes antes da 2ª vinda de Cristo à terra, para a batalha do
armagedom (Ap 19.1-8)? A Igreja arrebatada instantes antes do início
da Grande Tribulação, esteve todos este anos se preparando para as
bodas, tal qual uma noiva comum, a de Cristo também precisa de muito
tempo para se embelezar para o seu noivo.
IV . A
Batalha do Armagedom . É a batalha de Cristo junto com seu
exército para defender Israel do ataque das nações confederadas contra
estes no vale do Armagedom. É aqui que se cumpre a profecia de Daniel
2.34-35. Na Grande Tribulação, as nações continuarão existindo como
hoje. Um líder político governará o mundo. Estamos caminhando para
isso com as globalizações da economia e política nos vários "mercados
comuns". Na metade da Grande Tribulação uma aliança conseguida com os
judeus desde o início será quebrada, pois o Anticristo, Satanás, vai
querer receber adoração dentro do Santo dos Santos do Templo judeu
reconstruído. Como estes não farão isto, Satanás reunirá muitas nações
para varrer Israel do mapa. É aí que Cristo aparece e destrói todos os
inimigos dos judeus.
V . O
Milênio . O Milênio será um período de mil anos que será
implantado logo após a batalha do Armagedom. Neste período Jesus
estará reinando na terra, em Israel, como Rei de todo o mundo. Nestes
anos a terra será um local de perfeita paz, como descreve Is 11.6-9.
Após estes mil anos, Satanás, que esteve preso por todo este tempo,
será solto para provar uma vez mais os habitantes da terra. Por fim
ele será lançado definitivamente no inferno, junto com todos os
demônios, a morte e todos que não se encontram inscritos no livro da
vida. Neste período de mil anos, Cristo reinará na terra, junto com os
santos que foram ressuscitados no final da Grande Tribulação (Ap
19.4-6).
VI .
Satanás é solto e por um tempo não determinado, seduzirá novamente
as nações. Então será definitivamente lançado no lago de fogo e
enxofre, onde já estão a besta e o falso profeta (Ap 19.7-10).
VII . O
Juízo Final - Aqui serão julgados todos os homens, os salvos para
receberem o galardão, e os ímpios para a condenação eterna.
VIII . O
Estado Eterno . A nova Jerusalém de Apocalipse 21 e 22 é o lugar
onde toda a humanidade passará a eternidade, ao lado de Deus, do
Senhor Jesus e do Espírito Santo.
Eventos
parentéticos dentro da grande Tribulação
As duas
testemunhas . Não há unanimidade em relação a estas duas
testemunhas por parte dos estudiosos. Sabe-se apenas que elas terão um
papel muito importante dentro do contexto da Grande Tribulação. Parece
que será pelo ministério profético delas que Israel romperá o pacto
com o Anticristo. Qualquer coisa além do que está literalmente escrito
em Apocalipse, é mera especulação. E, como a atuação delas não afeta
nossa linha teológica, não vale a penar gastar muito tempo neste
assunto.
Os 144 mil -
"Possivelmente o grupo dos 144 mil do cap. 14 não é o mesmo do
cap. 7. Cremos que haverá um remanescente fiel de 144 mil judeus (na
terra, Ap 7.4b) e um grupo de 144 mil primícias para Deus e para o
Cordeiro (que chegam ao céu na primeira ressurreição, Ap 14.4b).
Estas primícias são pessoas que buscaram um lugar perto do
Senhor(...).
Levando-se em
conta de que não se trata de um assunto que muda os fundamentos da fé,
temos proposto que serão dois grupos de 144 mil. Em apoio a este ponto
de vista, observamos que:
- São Judeus
(cap. 7) selados para atravessarem a tribulação (na terra) e os 144
mil do cap. 14 se encontram com o Cordeiro sobre o monte Sião
(figura do céu).
- Na Bíblia .primícia(s).
nunca é usada com relação a Israel, mas usa-se com relação à Igreja
(I Co 15.23, Tg 1.18).
- Tinham
sido comprados da terra (Ap 14.3b). Esta linguagem fala de toda
a terra, não somente dos judeus. O grupo do cap. 7 é nomeado
especificamente como de judeus.
- Com relação
à regra de não separar eventos entrelaçados por palavras depois
destas coisas ou similares, os 144 mil judeus (cap. 7) seguem o
sexto selo (última parte da tribulação) e outro grupo do capítulo 14
está no céu (sobre o monte Sião) depois da apresentação das bestas
(início da tribulação).
Destacamos que
esta interpretação concernente aos dois grupos de 144 mil não tem nada
a ver com certas seitas falsas que limitam o número de 144 mil a
pessoas salvas. Que céu tão pequeno e que deus tão minúsculo o destas
seitas!" (Kepler Nigh . Manual de estudos proféticos, ed. Vida).
Bíblia fala de 4
ressurreições :
- A
ressurreição dos crentes, que acontecerá imediatamente antes do
arrebatamento . I Ts 4.16
- A
ressurreição dos martirizados que não fizeram pacto com Satanás . Ap
19.1-8
- A
ressurreição dos santos do milênio . não há nenhuma referência
bíblica a esta ressurreição, mas a Bíblia diz que haverá mortos (Is
65.20), portanto deverá haver ressurrectos.
- A
ressurreição dos ímpios, após a prisão eterna de Satanás.
A volta de
Cristo
Aprendemos um
pouco atrás a diferença entre arrebatamento e segunda vinda de Cristo.
Porém é comum chamarmos este dois evento de segunda vinda. De uma
certa forma é mesmo. Um exemplo claro disso é que chamamos o templo, o
edifício onde nos reunimos, de igreja. Igreja mesmo é o corpo de
Cristo, ou seja, nós. No entanto todos concordam que não há nenhum
problema em chamarmos o templo de igreja.
Falaremos agora de
alguns textos que apontam para o eminente arrebatamento da Igreja,
porém nos referiremos como Segunda Vinda de Cristo, ou a Volta de
Jesus, entretanto fica desde já esclarecida a ressalva.
"Mas vós, amados,
não ignoreis uma coisa: que um dia para o Senhor é como mil anos, e
mil anos como um dia" . I Pe 3.8. Isto tanto pode falar de modo
profético, como também que Deus não está limitado à mesma dimensão de
tempo dos seres humanos. Por esta razão, os sete anos em que a Igreja
passará no céu, a espera que a Grande Tribulação acabe, será como
alguns minutos apenas. Com este conceito básico, poderemos ver o
primeiro texto: Gn 1.1 . 2.4.
O texto relata os
dias da criação. Assim como Deus completou a obra em 6 dias, isto
aponta para os dias da humanidade na terra, que seria de 6 mil anos.
Apesar de muitos cientistas darem bilhões de anos para a o planeta,
muitos outros concordam com a idade que a Bíblia nos permite
constatar. Assim como o sétimo dia foi um descanso de Deus, em
companhia do homem, assim será também agora: ao final dos 6 mil anos,
o sétimo (o milênio de Apocalipse 20) será em companhia de Deus como
governante mundial, na pessoa de Cristo.
As sete cartas de
Apocalipse 2 e 3, descrevem os períodos da Igreja desde a sua
fundação. Deus deu para a Igreja sete tempos para que ela estivesse
atuando e exercendo autoridade na terra. Ao final destes sete tempos,
ele voltará e a julgará para que, quem se achar inscrito no livro,
receba o galardão a que tem direito.
Nestes dois
capítulos João escreve sete cartas, para sete igrejas. Por que não
oito, ou dez? O número sete aponta para a perfeição de Deus, sendo
assim, são sete os períodos de tempo da Igreja.
De acordo com
historiadores, a Igreja teve períodos com certa duração de tempo,
assim:
|
Igreja
|
Tempo
|
Duração
|
Período
|
|
Éfeso
|
1º Tempo
|
100 anos
|
Pentecostes
até 100 d.C. |
|
Esmirna
|
2º tempo
|
200 anos
|
De 100 até 300
d.C. |
|
Pérgamo
|
3º tempo
|
200 anos
|
De 300 até 500
d.C. |
|
Tiatira
|
4ºTempo
|
1000 anos
|
De 500 até
1500 d.C. |
|
Sardes
|
5ºTempo
|
200 anos
|
De 1500 até
1700 d.C. |
|
Filadélfia
|
6ºTempo
|
200 anos
|
De 1700 até
1900 d.C. |
|
Laodicéia
|
7ºTempo
|
???
|
De 1900 até
??? |
Veja o quadro
acima. Será que Deus dará 100 anos para o último período da Igreja?
É interessante
prestar a atenção como Jesus se apresenta e o que Ele diz a cada
Igreja: "Venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém
tome a tua coroa." Ap 3.11. Por que Ele não usou esta frase para Éfeso.
Porque, do ponto de vista de tempo humano, para os de Éfeso a volta de
Cristo ainda seria bastante demorada. A Igreja de Filadélfia, a quem
Ele dirige estas palavras, conforme você pode ver no quadro, é bem
contemporânea, e aqui vale esta frase. Para estes a volta é realmente
sem demora.
Outro detalhe
sutil, é como Jesus se apresenta à Igreja de Laodicéia: "Ao anjo da
igreja em Laodicéia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel
e verdadeira, o princípio da criação de Deus" Ap 3.14. Jesus se
apresenta como O Amém, ou seja, está acabado. Não é com um amém
que encerramos tudo o que fazemos ? Da mesma forma, este é o último
tempo da Igreja. Ele está às portas.
Não sou dado a
números, pois isto leva a datas, e já sabemos que datar a volta de
Cristo é uma armadilha das mais vergonhosas, mas não podemos desprezar
o que estes números nos apontam.
O que este quadro
mostra é uma seqüência matemática. O tempo de Laodicéia é este que
estamos vivendo, que será agravado na Grande Tribulação. Veja a coluna
Duração: 100, 200, 200, 1000, 200, 200. Será que Deus vai observar a
ordem da seqüência e dar cem anos para que o tempo de Laodicéia se
finde ? Se ele começou ao redor de 1900, vai terminar ao redor do ano
2000 ?
Talvez você esteja
pensando: ele está dizendo que Cristo volta no anos 2000. NÃO
estou afirmando isto, por duas razões. Primeiro pelo que já disse
parágrafos acima e, segundo, porque o quadro está com números
arredondados.
Por outro lado, eu
disse por volta do ano 2000. Isto pode significar qualquer dia,
antes ou depois. Mas, principalmente por um pequeno e despercebido
detalhe por parte de muitos. O nosso calendário, chamado Calendário
Cristão foi encomendado pelo Papa Gregório I, no século VI. Até então
não se usava as datas como conhecemos hoje. Acontece que o matemático
que fez os cálculos errou em cerca de 5 anos. Ou seja, se concertarmos
o calendário, teremos que datar 25 de janeiro de 2004 (este é o dia em
que estou escrevendo esta página). Por isso uma vez mais digo que não
estou colocando datas para a volta de Cristo, apenas dizendo que pode
ser a qualquer momento.
Outro fato que
contribui para afirma que Jesus pode vir arrebatar sua Igreja em
nossos dias é que Deus deu 2000 anos desde Adão até Abraão, chamado
por alguns de "tempo de autoridade do homem na terra"; 2000 anos de
Abraão até Jesus, chamado de "tempo de autoridade de Israel sobre a
terra". Será que Deus vai dar também 2000 anos para que a Igreja tenha
autoridade na terra ?
O Salmo 19.1 diz:
"Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das
suas mãos". Se não confundirmos Astronomia com Astrologia, poderemos
notar que Deus sempre usou os astro para comunicar algumas coisas com
os homens. Veja como foi no nascimento de Cristo . Mt 2.2. A
astronomia estuda os astro do ponto de vista científico e não místico
e religioso como a astrologia. Esta última é pecado, mas não vou me
prender a detalhes para fazer a diferença entre as duas. Espero que o
leitor seja equilibrado e entenda as diferenças entre as ambas.
Vários eventos
astronômicos estão hoje anunciando a vinda de Cristo. O primeiro deles
é o que se chama de "alinhamento de planetas", que é um fenômeno que
só acontece de dois mil em dois mil anos. O que acontece é que os
planetas formam uma fila indiana, em linha reta ao sol. Há dois mil
anos atrás houve um alinhamento desses, e os planetas "entraram" na
constelação de peixes, e o peixe é um símbolo do Cristianismo. Em
outras palavras, os planetas estavam dizendo que a Era da Igreja de
Cristo estava começando.
Certamente você já
ouviu falar de Nova Era, um movimento diabólico que prega a extinção
do cristianismo, e um de seus símbolos mais forte é o Aquário.
Acontece que por volta do início do ano de 1998, ouve outro
alinhamento de planetas, que entrou em qual constelação? A de Aquário.
Novamente os planetas dizendo que a Era da Igreja acabou, e o domínio
do Anticristo vem vindo.
Recentemente a
revista americana Time publicou um artigo que a constelação de Orion (Jó
9.9) está se expandindo, e como conseqüência um buraco está se
formando no meio dela. De repente apareceu uma luz dourada no meio
deste buraco negro, que intrigou os cientistas. Ao analisar mais
detalhadamente esta luz, perceberam que ela emite um som "igual ao de
uma trombeta". "Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado,
à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em
Cristo ressuscitarão primeiro" . I Ts 4.16.
Em 11 de agosto
deste ano houve um eclipse do sol, que juntamente com a lua, Saturno,
Urano e Marte, se alinharam de forma a desenhar uma grande cruz no
céu. Este evento tem sido visto como "o eclipse do milênio". Estes
eventos cósmicos podem parecer escandalosos para muitos, pois parecem
misticismo, mas não é nada disso. É também uma forma de o próprio Deus
fazer-se ouvir até mesmo pelos mais incrédulos e descrentes.
Entretanto, muito mais tem para nos dizer a própria Bíblia em várias
passagens, porém vamos nos deter a apenas algumas delas:
Mt 24.32-44 32.
"Aprendei, pois, da figueira a sua parábola: Quando já o seu ramo se
torna tenro e brota folhas, sabeis que está próximo o verão.
Igualmente, quando virdes todas essas coisas, sabei que ele está
próximo, mesmo às portas. Em verdade vos digo que não passará esta
geração sem que todas essas coisas se cumpram. Passará o céu e a
terra, mas as minhas palavras jamais passarão. Daquele dia e hora,
porém, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho, senão só o Pai.
Pois como foi dito nos dias de Noé, assim será também a vinda do Filho
do homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio,
comiam, bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé
entrou na arca, e não o perceberam, até que veio o dilúvio, e os levou
a todos; assim será também a vinda do Filho do homem. Então, estando
dois homens no campo, será levado um e deixado outro; estando duas
mulheres a trabalhar no moinho, será levada uma e deixada a outra.
Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor; sabei,
porém, isto: se o dono da casa soubesse a que vigília da noite havia
de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria minar a sua casa. Por isso
ficai também vós apercebidos; porque numa hora em que não penseis,
virá o Filho do homem". Veja também Os 6.1.2. "Vinde, e tornemos para
o Senhor, porque ele despedaçou e nos sarará; fez a ferida, e no-la
atará. Depois de dois dias nos ressuscitará: ao terceiro dia nos
levantará, e viveremos diante dele".
Muito tem para nos
dizer o texto de Mateus, mas o que quero analisá-lo a luz de Oséias.
Este está dizendo que Deus iria castigar severamente seu povo Israel
por dois mil anos (mil anos é como um dia...) e que no decorrer do
terceiro milênio, Deus voltaria para atar as feridas abertas. Em
Mateus Jesus diz que a figueira renasceria, e aí não restaria mais
muito tempo para o seu retorno.
Esta ferida de
Oséias foi aberta em 63 a.C., quando o Império Romano conquista
definitivamente a Palestina e Israel deixa de ser um Estado Soberano.
Ele permanece assim até 1948, quando então volta a ser uma nação. A
Figueira floresceu! A ferida começou a ser curada! A geração que está
acompanhando estes acontecimentos não passará, é o que diz Jesus.
Mais um fato
interessante e que nos chama a atenção é que até 1948, acreditava-se
que o livro de Isaías fora escrito por dois Isaías. Um escreveu até o
capítulo 39 e outro do 40 até o 66. Mas veja você o que diz este o
capítulo. "Consolai, consolai o meu povo, diz o vosso Deus. Falai
benignamente a Jerusalém, e bradai-lhe que já a sua malícia é acabada,
que a sua iniqüidade está expiada e que já recebeu em dobro da mão do
Senhor, por todos os seus pecados (...)? Não sabes, não ouviste que o
eterno Deus, o Senhor, o Criador dos confins da terra, não se cansa
nem se fatiga? E inescrutável o seu entendimento. Ele dá força ao
cansado, e aumenta as forças ao que não tem nenhum vigor. Os jovens se
cansarão e se fatigarão, e os mancebos cairão, mas os que esperam no
Senhor renovarão as suas forças; subirão com asas como águias;
correrão, e não se cansarão; andarão, e não se fatigarão."
Em 1947 foi achado
uns manuscrito em cavernas, que ficou conhecido como manuscritos do
mar morto. Estes manuscritos não só jogaram por terra a idéia de dois
Isaías, como a mensagem de consolo e a data em que foi achado validam
o que disse no comentário sobre os textos de Mateus e Oséias.
Bem, poderíamos
continuar com vários outros textos para mostrar quão breve está a
volta de Nosso Senhor, mas creio que já é mais do que suficiente o que
está aqui por hora. Meu desejo é que você que ler este trabalho possa
refletir sobre qual a sua condição espiritual neste momento, se fará
parte daqueles que estarão sendo arrebatados por Cristo, quem sabe
momentos depois de ler este trabalho.
"Seja a vossa
moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor" .
Fp 4.5 |