"E disse-lhes: Ide
por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura." (MC 16:15)
Louvor e adoração
A Música no Louvor & Adoração
A música sempre
teve um papel importante na adoração a Deus. Há muito tempo atrás, no
início da Criação: "as estrelas da alva juntas alegremente cantavam, e
todos os filhos de Deus rejubilavam." (Jó 38:7).A música hebraica era
predominantemente vocal. Havia bem poucos instrumentos nos primeiros
dias de sua história. A voz humana era o instrumento mais acessível e
popular com o qual a música podia ser feita.
A primeira menção
bíblica de música e cânticos encontra-se em Gênesis 31:27 e associa-se
com a expressão de júbilo. A adoração com cânticos é primeiramente
mencionada em Êxodo 15:1-21. Moisés e os filhos de Israel cantaram ao
Senhor, Miriã e todas as mulheres, com pandeiros e danças, responderam
ao cântico de Moisés.
A escavação do
poço em Beer foi celebrada com cânticos (Nm 21:17,18).Débora e Baraque
celebraram sua vitória com cânticos (Jz 5:1-31).As mulheres de Israel
celebraram a vitória de Davi sobre Golias com cânticos (1 Sm 18:6,7).
Quatro mil levitas
louvaram ao Senhor com instrumentos quando Salomão foi levantado como
rei sobre Israel."E os filhos de Israel... celebraram a festa dos pães
asmos sete dias com grande alegria: e os levitas e os sacerdotes
louvaram ao Senhor de dia em dia, com instrumentos fortemente
retinintes ao Senhor." (2 Cr 30:21).
"E disse Davi aos
príncipes dos levitas que constituíssem a seus irmãos, os cantores,
com instrumentos musicais, com alaúdes, harpas e címbalos, para que se
fizessem ouvir, levantando a voz com alegria". (1 Cr 15:16).
É obvio que a
música e os cânticos são uma parte vital do louvor e adoração a Deus.
Isto é retratado em toda a Bíblia de Gênesis a Apocalipse. Hoje em dia
ainda é assim. São uma expressão vital, gloriosa e positiva de louvor
a Deus.
Satanás e a Música
É também verdade
que Satanás usa a música muito eficientemente para alcançar os seus
propósitos. Antes de sua queda, Lúcifer era um chefe dos músicos.
Ezequiel 28:13 nos diz: "a obra dos teus tambores e de teus pífaros
estava em ti: no dia em que foste criado foram preparados." Lúcifer
era um músico mestre. Ele deveria usar este dom para a glória de Deus,
mas quando se rebelou contra o Senhor e teve que ser expulso do Céu
ele prostituiu este dom e começou a usá-lo para o mal ao invés do bem.
Ele tem feito isto muito eficientemente até o dia de hoje.
Foram os
descendentes de Caim que inventaram tanto os instrumentos de música
como os instrumentos de guerra (Gn 4:21,22).Quando Moisés voltou do
seu encontro com Deus na montanha, ele descobriu que os filhos de
Israel haviam se afastado de Deus e voltado à adoração de ídolos.
Estavam dançando e cantando ao redor do bezerro de ouro. O som de suas
músicas era tão confuso aos ouvidos de Moisés que ele não podia
discernir imediatamente o significado daquele som.
Este tipo de
música, cheio de confusão, tem a marca registrada de Satanás, pois ele
é um enganador. Muitas músicas modernas estão repletas de confusão.
Transtornam e perturbam as pessoas.A música devota, piedosa tem um
efeito exatamente oposto. Ela acalma ao invés de confundir. Talvez ela
nos motive, mas nunca faz com percamos o controle das nossas emoções.
Ela nos fortalece, ao invés de nos enfraquecer.
Nabucodonosor, rei
da Babilônia, usava instrumentos musicais de várias espécies para
induzir as pessoas a adoração da imagem de ouro que ele havia erigido
(Dn 3:5-7).
Herodes sucumbiu à
música e dança sedutoras da filha de Herodias e tolamente ordenou a
morte de João Batista (Mt 14:6).A música satanicamente inspirada da
Babilônia será finalmente destruída quando a cidade da Babilônia for
derribada. O som de sua música não mais será ouvido. (Ap 18:22).
A
Música Pode Inspirara Adoração à Deus
O Espírito Santo
também pode usar a música para a glória de Deus e para a edificação
das pessoas.Observe o poderoso efeito terapêutico que a música ungida
tinha sobre Saul (1 Sm 16:23). Davi havia sido ungido por Deus
(vers.13).
Ele era um músico
habilidoso, um compositor dotado e um doce cantor. Quando tocava e
cantava sob a unção do Espírito, o espírito maligno se retirava de
Saul, o qual passava a se sentir renovado e melhor.Quando Josafá
precisou de um profeta numa ocasião de crise nacional, ele chamou
Eliseu. O profeta chamou um músico. "E sucedeu que, tangendo o
tangedor, veio sobre ele (Eliseu) a mão do Senhor. E disse: Assim diz
o Senhor..." (2 Rs 3:11,15,16). A música obviamente ajudou a criar uma
atmosfera e uma disposição para que o dom de profetas operasse.
O rei Davi
designou 4.000 homens para que profetizassem com harpas, saltérios e
címbalos (1 Cr 25:1).Foi somente quando Israel estava em cativeiro na
Babilônia que eles cessaram de cantar e tocar. A música ungida deles
cessou e penduraram suas harpas nos salgueiros (Sl 137).
Quando os seus
captores babilônicos os incitavam a que cantassem, replicavam: "Como
entoaremos o cântico do Senhor em terra estranha?" Quando o cativeiro
deles terminou, após 70 anos, voltaram para casa com cânticos alegres
e com risos. Havia louvor em seus lábios (Sl 126:1,2). É somente
quando a Igreja está em cativeiro espiritual que a sua música ungida
cessa. Quando este cativeiro é rompido e as pessoas novamente se
libertam, a música, os cânticos, o louvor e as danças e os risos são
todos a elas restaurados.
A
Música e os Cânticos no Novo Testamento
1. Os
discípulos cantaram hinos juntos. (Mt 26:30; Mc 14:26).
2. Paulo
e Silas cantaram louvores a Deus na prisão (At 16:25).
3. O Apóstolo Paulo instruiu a
Igreja com relação aos cânticos
ungidos. Eles
deveriam cantar:
a. Salmos (os
Salmos musicados).
b. Hinos
(cânticos de louvor a Deus).
c. Cânticos
Espirituais (cânticos espontâneos dados pelo Espírito).
Os cânticos da
Igreja Primitiva eram louvores ao Senhor. O seu objetivo primário nos
cânticos era louvar e engrandecer a Deus. Não cantavam para causarem
um impacto ou para entreterem os outros. Os seus cânticos não eram
centralizados no homem. Eram dirigidos à Deus, para o Seu prazer
somente.
Este tipo de
música e cânticos ungidos, dirigidos a Deus com louvor e adoração é
muito raro na Igreja hoje. Contudo, Deus está restaurando este
ministério ao Seu povo.
Aqui estão algumas
sugestões para ajudá-lo introduzir a sua comunidade num ministério de
música ungida com louvores a Deus:
1. Comece todas as reuniões com ações
de graças e louvores em forma de cânticos. "Entrai por suas portas com
ações de graça, e nos seus átrios com hinos de louvor; rendei-lhe
graças e bendizei-lhe o nome." (Sl 100:4)
2. Peça em oração ao Espírito
Santo que o lembre de cânticos ou hinos apropriados. Deus tem um tema
ou mensagem para cada culto. Em geral, cânticos apropriados preparam o
caminho para o tema ou mensagem.
3. Não tenha medo de cantar
cânticos mais de uma vez, ou ainda, uma parte específica deles pode
parecer especialmente ungida ou abençoada.
4. Exorte as pessoas a realmente
"cantarem ao Senhor". Os hinos são muitas vezes cantados porque é a
nossa tradição e costume cantá-lo. Temos porém, um propósito muito
mais valioso que este, ou seja, cantar ao Senhor, ou dirigir a nossa
atenção para o Céu através de cânticos.
5. Comece com cânticos de louvor e
ações de graças. Permita que as pessoas expressem genuinamente, seus
louvores através deles. Os cânticos não são louvores em si mesmos. São
meros veículos através dos quais podemos expressar o nosso louvor. É
bem possível cantarmos muitos hinos e cânticos sem expressarmos nenhum
louvor verdadeiro.
6. Os cânticos de louvor inspiram
as pessoas a adorarem. Em geral começamos com o louvor e em seguida,
as pessoas passam progressivamente para os vários níveis do mesmo até
que entrem na adoração que é o nível elevado de louvor.
7. Não "faça correndo" o culto de
louvor. Muitos pastores consideram esta parte do culto como uma
"preliminar" uma necessidade maçante, porém tradicional. Conceda este
tempo para cantar, louvar e adorar. Estes são os atos mais importantes
da nossa reunião.
8. Dê oportunidades para a
participação da congregação. Incentive as expressões espontâneas.
Alguém pode dirigir a congregação em oração, o que poderá resultar na
direção para a reunião. Talvez alguém mais profetize e a exortação
venha a fornecer o tema para o resto do culto.
9. As manifestações do Espírito
deveriam ser expressas nos cultos de adoração dos crentes (1 Co
12:8-11). Não "apague" o Espírito (1 Ts 5:19). Incentive a
participação e expressão através destes dons espirituais. Contudo o
líder designado e ungido deveria em todo o tempo reter a autoridade
espiritual sobre o culto.
10. Todas as coisas deveriam ser
feitas para a edificação mútua. Todas as manifestações bíblicas são
legítimas e apropriadas, mas tudo que é feito e a maneira com que é
feito tem que ser para a edificação de toda a congregação (1 Co
14:26).
11. Evite "contribuições" que
geram confusões. "Deus não é autor de confusão." (1 C0 14:33). Se o
culto começar a ficar confuso, tome a frente e tire-o da confusão. Se
necessário, faça uma pausa e explique à congregação o que está
acontecendo, esclarecendo assim a situação. Use situações assim para
ensinar a maneira certa e errada de se fazer as coisas.
12. Tudo deveria ser feito para o
Senhor e para a glória de Deus. Lembre-se que o alvo de todas as
reuniões é glorificar a Deus e edificar os crentes.
13. Use um livreto de cânticos ou um
retroprojetor para que as pessoas possam participar. Não tenha medo de
num dado momento, colocar de lado o livreto e a letra dos cânticos e
simplesmente adorar ao Senhor de coração.
14. É claro que há certas "técnicas"
para a direção de um culto de cânticos ou de louvor, mas você precisa
evitar, com todo o cuidado, tornar-se muito mecânico ou formal.
Permita que haja uma liberdade subjacente. Seja flexível. Não insista
seguir o programa. Seja sempre flexível às direções do Espírito e
esteja disposto a seguí-las. Para uma boa direção de louvor e cânticos
é necessário muito mais do que a movimentação dos braços, ainda que
isto possa ser feito corretamente. A liberdade de Espírito e a
espontaneidade são mais importantes que a precisão técnica.
15. Procure ficar escondido, para
que as pessoas possam "ver a ninguém, senão unicamente a Jesus" (Mt
17:8). Eu me lembro de uma igreja que pastoreei por muitos anos em
Brisbane, Austrália. Na primeira vez que subi ao púlpito, vi algumas
palavras entalhadas nele. Elas confrontavam todos que subiam àquele
púlpito para falarem, ministrarem. As palavras eram: "Queremos ver a
Jesus" (Jo 12:21). Sempre deveríamos ter isto em nossas mentes. As
pessoas não vieram para verem ou nos ouvirem. Vieram para ouvirem a
Jesus. A nossa tarefa, com a ajuda do Espírito, é abrir o véu, para
que todos os olhos possam ver o Senhor e adorar diante d'Ele. E isto
deveria ser o objetivo mais importante de todos os servos de Cristo
que dirigem cultos de louvor.