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(Igreja
do Evangelho Quadrangular do Parque Estoril - Sede II) |
São José do Rio Preto - SP - Brasil,
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Oração, Chave do Avivamento
Nós, pentecostais, sempre estamos à procura de um avivamento. Todavia,
na maioria dos casos, falta-nos o significado prático dessa expressão.
O avivamento de hoje é profético que prático. Em outras palavras,
esperamos um avivamento que não chega porque estamos esquecidos de seu
elemento fundamental: a oração.
O significado da oração tem variado com o passar do tempo. Para
a Igreja primitiva, orar representava um ato de comunhão pessoal com
Jesus. A oração era a única forma de conservar o relacionamento
adquirido com Cristo em sua passagem pelo mundo. Então orar, era a
única saída. Orar representava a forma de manter, ainda que oculto, o
amor entre o Senhor e o seu discípulo. Orar era sinônimo de paz,
alegria, fé e avivamento. Era uma forma de conservar viva a fisionomia
do Senhor.
Infelizmente, nem todos aprendemos assim. Para muitos de nós,
oração é um sacrifício pesado, um dever imposto pela liderança. Ao
contrário dos primeiros cristãos, às vezes oramos para o vazio. São
poucas palavras, mecanicamente decoradas. Você já imaginou como seria
chato encontrar um amigo durante 30, 40, 50 anos, que todos os dias
lhe dissesse as mesmas palavras? Infelizmente é assim que Deus é
tratado por muitos.
Quando pensamos em avivamento, a oração deve ser a primeira
investida. Mas, quantas horas do dia permanecemos orando? Quanto tempo
ainda desperdiçamos com coisas que não edificam? Viver um avivamento
pressupõe viver comprometido com o Reino de Deus. Avivamento é
resposta de oração, mas de oração contínua, perseverante e sincera. Na
verdade, o tempo que dispensamos, o modo como fazemos e a prática
daquilo que oramos revelam nossa sinceridade na oração.
Intimidade com Deus
A oração é o espelho de nossa verdadeira identidade espiritual.
Não precisamos recorrer a outros métodos. É simples: se gostamos de
orar, significa que gostamos de Jesus. Se nossa oração é formal, ainda
não desfrutamos de sua amizade. Se apenas repetimos palavras, não há
nada novo entre nós e Ele. Se oramos obrigados pelo líder, Jesus ainda
é um estranho em nossa vida.
Muitos querem o avivamento; mas ainda não entenderam que a
oração é a chave de tudo. Alguns preocupam-se excessivamente com a
"sua" igreja. Tratam-na como uma empresa, cheia de profissionais,
relatórios, projetos e departamentos. Em suma: complicam, humanizam
muito a Igreja e se esquecem da peça fundamental.
Salvos os exageros, é impressionante o depoimento de homens que,
uma vez vivendo a prática da oração, confessam terem conseguido mais
desenvoltura em suas pregações - antes objeto de penoso e prolongado
estudo. Sim, esses testemunhos são verdadeiros porque ao orar ficamos
junto à fonte de toda inspiração.
Se queremos avivamento, precisamos orar um pouco mais. Temos
que, individualmente, fazer da oração nosso maior objetivo. Ela é a
forma mais excelente de devoção. A partir dela, nascerão dons e
ministérios. Então, quando nos reunimos, cada um será um vaso. Ficará
fácil viver o avivamento, e este não será apenas mover de homens, mas
acima de tudo o mover de Deus entre nós.
"A prática daquilo que oramos revela nossa sinceridade na
oração"
A partir da oração nascerão dons e ministérios"
Fonte: Revista Pentecostes
Autor: Rui Raiol, membro da AD em Belém (PA), escritor e professor do
Setad. |
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